Solano Brum
A inspiração vem qual mera fantasia;
Toma-me de assalto repentinamente!
Durante o dia ou na madrugada fria;
É a onda magnética em minha mente!
Chega como voz de grande Tenor
Ou seta de Cupido a parte endereçada!
Grito de “Parla!” do entusiasmado escultor,
Razão autêntica da Obra terminada!
Falo por mim porque nem sempre quero,
É o canto da Musa quando menos espero
Juntando às demais do meu acervo!
Não há temas das longas caminhadas;
Reminiscências de antigas namoradas...
O que minha Musa dita eu escrevo!
= = =
Grato Meu Amigo, pela Integração.
AURA INCONSTANTE
Jota Garcia
Alguns dias nos vemos num mundo cruel
Perplexos, catalépticos, sem emoção.
Não mais que meros trapos jogados no chão,
Com os olhos vidrados num branco papel.
Outras folhas, riscadas, jogadas ao léu,
Palavras e temas, ideias ... onde estão?
É que somos escravos da inspiração,
E sua falta dá num tremendo escarcéu.
Esta aura inconstante, eterna viajante,
Não tem porto, não tem pouso e nem morada.
Quando vem, é visita sem hora marcada.
Se está de bom humor, deixa um pouco de si,
Quando de cara amarrada, não deixa nada.
E a gente? Fica pior do que estava antes.
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